O Espaço de Diálogo sobre Interfaces da Psicologia (EDIP) atua como um polo integrador para diversas ações que conectam o saber acadêmico às demandas reais da sociedade. Nossas frentes de trabalho são desenvolvidas de forma colaborativa e interdisciplinar, orientadas para a promoção da saúde mental, da cidadania, da inclusão e da transformação no território.
Convidamos você a explorar abaixo cada um dos projetos apoiados e orientados pelo EDIP. Clique nos painéis para expandir e descobrir seus propósitos, as atividades práticas realizadas e os materiais informativos produzidos por nossas equipes.
Esta é uma ação piloto voltada a crianças e adolescentes com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD), com o objetivo de compreender e potencializar suas capacidades tanto no contexto escolar quanto na vida, ampliando, assim, o seu próprio horizonte.
Unindo o rigor da pesquisa acadêmica ao entusiasmo das oficinas mão na massa, o projeto reafirma o compromisso com uma educação que enxerga, valoriza e coloca em prática a singularidade de cada estudante.
Parceria estratégica visa estruturar o atendimento especializado na rede municipal…
Iniciativa inovadora visa identificar e apoiar o desenvolvimento de alunos…
A educação para alunos com Altas Habilidades ou Superdotação (AH/SD) exige estratégias que transcendam a sala de aula convencional, estimulando o pensamento complexo e a investigação científica in loco. Alinhado a essa premissa, o Projeto Horizonte, vinculado ao EDIP da UFPR Setor Litoral, promoveu imersão teórica e prática com os estudantes da rede municipal. A jornada teve início na praia de Matinhos com o estudo do ecossistema marinho, expandindo-se em direção à Mata Atlântica.
Essa etapa culminou em uma aula de campo no Parque Estadual do Rio da Onça, encerrando o Módulo I – Ciências e Natureza com métodos de observação direta e testagem de hipóteses no ambiente natural.
O projeto de extensão Gota por Gota é uma iniciativa voltada à promoção da dignidade, da cidadania e do acesso à informação para a comunidade LGBTQIAPN+. Desenvolvido na UFPR Setor Litoral, atua no enfrentamento de desigualdades que afetam pessoas dissidentes de gênero e sexualidade.
Financiado pela Fundação Araucária, produz materiais educativos como a cartilha sobre retificação de certidão de nascimento de pessoas trans diretamente em cartório, aproximando conhecimento científico e jurídico da sociedade.
O Projeto Gota por Gota lançou uma cartilha informativa voltada à população trans, travesti e não-binária com orientações sobre a retificação de nome e gênero.
Desde 2018, pessoas trans podem alterar prenome e marcador de gênero diretamente em cartório, sem a necessidade de laudos médicos ou autorização judicial (ADI nº 4275/STF).
Produzida com financiamento da Fundação Araucária, a iniciativa reforça o compromisso da universidade pública com a promoção da cidadania.
| Módulo 1 | Panorama & inclusão digital Da escassez à sobrecarga informacional; Competência Informacional (ACRL); diálogo intergeracional. |
| Módulo 2 | Busca eficiente de artigos Google Scholar, lógica booleana, Scielo x Scopus/Web of Science, Portal CAPES. |
| Módulo 3 | Gerenciadores de referências Mendeley e Zotero — instalação, plugins e automação de citação em ABNT. |
| Módulo 4 | IA para pesquisa, com ética ChatGPT, Gemini e Claude; alucinações de dado; engenharia de prompt acadêmico; NotebookLM. |
| Módulo 5 | Prática no TCC & integridade Diretrizes da UNESCO, transparência metodológica e a oficina “mão na massa”. |
Data 18 de agosto |
Carga 4 horas |
Modo Presencial |
Status 24 vagas (Lotadas) |
“Ninguém precisa carregar a atipicidade em isolamento.”
O Projeto Conexões Atípicas nasce como um espaço de acolhimento, escuta e diálogo, dedicado ao compartilhamento de experiências e à construção de redes de apoio. Fundamentado na Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), não busca oferecer respostas prontas ou orientações prescritivas, mas promover um ambiente seguro e respeitoso, no qual cada participante possa expressar suas vivências, sentimentos e perspectivas.
O grupo é aberto a todas as pessoas que desejem refletir e dialogar sobre a temática da neurodiversidade e das diferentes formas de ser e estar no mundo, a partir de seu próprio lugar de fala, incluindo pessoas atípicas, familiares, cuidadores, integrantes da rede de apoio, estudantes, pesquisadores, profissionais e demais interessados.
Nosso compromisso é favorecer o bem-estar, fortalecer vínculos, ampliar o apoio mútuo e valorizar a singularidade de cada trajetória, reconhecendo os desafios, as potencialidades e a riqueza das múltiplas formas de existência.
“O projeto busca compreender, a partir das vivências das participantes, o que significa ser mulher na contemporaneidade e como esse lugar social está atravessado por múltiplas formas de sobrecarga.”
O projeto de extensão Saúde Mental das Mulheres tem como objetivo promover espaços de escuta, acolhimento e reflexão sobre as questões que atravessam a vida psíquica das mulheres. Partindo da compreensão de que fatores sociais, culturais e históricos influenciam diretamente o sofrimento psíquico, o projeto busca articular ações de cuidado, informação e diálogo entre universidade e comunidade.
Além de beneficiar diretamente as participantes, o projeto também contribui para a formação acadêmica dos estudantes envolvidos, que têm a oportunidade de desenvolver práticas de escuta qualificada, reflexão crítica e intervenção comunitária. Dessa forma, a extensão universitária cumpre seu papel de aproximar o conhecimento produzido na universidade das demandas reais da população.
Ao valorizar a palavra, o acolhimento e o compartilhamento de experiências, o projeto Saúde Mental das Mulheres reafirma a importância de políticas e práticas que promovam o cuidado psicológico, a autonomia e o bem-estar das mulheres em diferentes contextos sociais.
Pesquisa & Identidade Territorial
O projeto explorou também como a prática do futsal feminino produz experiências psicossociais relacionadas ao pertencimento territorial, à identidade feminina e à construção de vínculos comunitários em Matinhos-PR. A partir da interface entre Educação Física e Psicologia, busca compreender de que forma o esporte atua como espaço de convivência, apoio social, fortalecimento da autoestima e participação comunitária.
Mais do que uma atividade física, o futsal é analisado como prática social capaz de gerar sentimentos de pertencimento, redes de solidariedade e processos de identificação coletiva entre mulheres. Por meio de uma abordagem qualitativa, a pesquisa pretende compreender os significados atribuídos pelas praticantes à modalidade e suas repercussões para o bem-estar, a saúde mental e a relação com o território.
O estudo contribui para ampliar o diálogo entre esporte, subjetividade, comunidade e desenvolvimento humano, fortalecendo a proposta interdisciplinar do projeto EDIP.
Combate ao Preconceito
O projeto de extensão Etarismo na Universidade tem como objetivo promover a reflexão crítica sobre as formas de discriminação baseadas na idade e incentivar a construção de ambientes acadêmicos mais inclusivos e intergeracionais. O etarismo, também conhecido como preconceito etário ou gerofobia, manifesta-se por meio de estereótipos, exclusões e desigualdades dirigidas tanto a pessoas idosas quanto a pessoas mais jovens. No contexto universitário, esse fenômeno pode aparecer em práticas institucionais, relações de trabalho, oportunidades de formação e percepções sociais sobre capacidade, produtividade e aprendizagem.
A iniciativa busca aproximar universidade e comunidade por meio de atividades educativas. Essas ações têm como finalidade sensibilizar estudantes, docentes, técnicos e a população em geral sobre os impactos sociais e psicológicos do etarismo. Além disso, o projeto incentiva o diálogo entre diferentes gerações, valorizando experiências, conhecimentos e trajetórias de vida diversas.
Assim, o projeto Etarismo na Universidade fortalece o compromisso social da universidade pública ao promover respeito, inclusão e reconhecimento da diversidade de idades na vida acadêmica e social.