I – Por que realizar o Seminário no litoral do Paraná?
O Seminário retorna ao litoral paranaense após 16 anos, quando foi realizada a quarta edição, em 2010, na sede da Universidade Federal do Paraná (UFPR Litoral), em Matinhos. Espaço geográfico definido por um mosaico de unidades de conservação federal, estadual e municipal, o litoral constitui um dos principais remanescentes contínuos de Floresta Atlântica ainda preservados e, portanto, fonte primária abundante para o desenvolvimento, em diferentes escalas, da meliponicultura. Mais recentemente, diversos projetos de pesquisa e extensão universitária foram criados e encontram-se em pleno desenvolvimento na região; organizações sociais de meliponicultores estão sendo criadas e diversas instituições públicas já incorporam a importância da atividade ecológica e produtiva em seu rol de prioridades. Desse modo, a realização do Seminário Paranaense de Meliponicultura no litoral torna-se estratégica para unir os principais atores da região ao desenvolvimento da atividade no restante do estado do Paraná.
II – Objetivos
O Seminário tem por objetivos propiciar um conjunto de debates, reflexões, proposições e processos formativos, em diversos campos do conhecimento, que contribuam com o fortalecimento da meliponicultura no Estado do Paraná e que estimulem o diálogo e aproximação de instituições públicas, coletivos, organizações e movimentos sociais parceiros da atividade.
III – Público-alvo
O evento reunirá meliponicultores rurais e urbanos, instituições públicas, organizações e movimentos sociais, empresas constituídas na área da meliponicultura, produtores e agricultores familiares, acadêmicos, profissionais da educação, hobbystas, iniciantes e públicos interessados.
IV – Eixos e temas
Ecologia e Conservação
Processos de educação ambiental no ensino formal e não-formal;
Atividade como instrumento para a gestão do entorno de Unidades de Conservação (UCs);
Inventário, resgate, destinação e monitoramento de colméias;
Investimentos em pesquisa básica e aplicada;
Pagamento por serviços ambientais (manutenção de APP, polinização, conservação da biodiversidade e recursos hídricos)
Avanços na legislação e certificação da atividade
Revisão da Lei Estadual 19.152/2017 (Adapar/Ricardo Gonçalves Velho Vieira);
Beneficiamento e acesso a mercado (IDR);
Cadastro e rastreabilidade de informações de meliponários e meliponicultores (ADAPAR/Eloi)
Experiências e proposições para a certificação da atividade.
Educação, meliponicultura e sociedade
Estruturação de redes de instituições (pesquisa, produção e extensão) para organizar a captação de recursos (editais) (NAPI Abelhas ou Rafael UNICENTRO/Guarapuava ou Maria Marta UEPG);
Conhecimentos em bioprospecção, estudos genéticos, ecológicos, reprodutivos e palinológicos;
Estudos com vistas à melhoria dos processos produtivos, padronização e controle de adulteração de produtos das abelhas;
Ampliação dos processos de conhecimento e difusão científica, de modo a tornar as práticas e produtos mais conhecidos e cada vez mais desmistificados.
Priorização de parcerias com organizações e movimentos sociais, com vistas ao desenvolvimento urbano e rural sustentável, ampliação da base de meliponicultores e mecanismos de trocas de experiências.
Políticas públicas e desenvolvimento social
Experiências exitosas em nível municipal, estadual e federal;
Fundos e demais instrumentos de fomento à atividade ecológica e produtiva;
Arranjos públicos interinstitucionais para promoção de editais específicos para o desenvolvimento da meliponicultura rural e urbana.
A relevância da Câmara Técnica de Meliponicultura do Estado do Paraná.
Incentivo para a participação de jovens e mulheres na meliponicultura.
Modelos de negócios comunitários em meliponicultura
Experiências em sociobioeconomia;
Arranjos produtivos em economia solidária;
Mulheres na meliponicultura.
Participação dos movimentos sociais em modelos de geração de renda pela meliponicultura .
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