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LinCom discute Metaficção e Pragmática do Jornalismo em evento de HQs

Entre os dias 22 e 25 de agosto, na Escola de Comunicações e Artes ECA-USP, em São Paulo, o estudante do 6o período, Felipe de Oliveira Correa, e o Prof. Fabio Messa participaram das 7as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos.

Foram apresentados dois trabalhos em duas diferentes sessões, ambos decorrentes do Projeto de Iniciação Científica (IC) – Retórica da Ficção: Intertextualidade e Adaptação, do qual Felipe é bolsista.

Este trabalho busca descrever e analisar as transgressões cometidas pelo personagem Louco à estrutura dos quadrinhos da franquia Turma da Mônica. Estas observações são feitas a partir das histórias Saudades do Louco, O Sol Está Uma Loucura!, Um Canudinho Muito Louco e Loucuras em Alto-mar, todas elas protagonizadas por Cebolinha e Louco, e incluídas nas edições 11 e 15 do Almanaque do Louco. A metodologia utilizada consiste na identificação e examinação dos signos verbais e não-verbais que se manifestam a partir da presença de Louco nestas histórias, sob o viés da semiótica elementar de Peirce (2005). Os resultados alcançados indicam uma relação entre a caracterização subversiva de Louco e o conceito de metaficção pós-moderna já postulado por Hutcheon (1991), uma vez que a irreverência do personagem à linearidade dos quadrinhos é desenvolvida de maneira auto referencial à linguagem desta
mídia e, consequentemente, destoante das normas e convenções sociais.

O objetivo do trabalho é refletir sobre a pragmática do jornalismo nas histórias Disney protagonizadas pelo personagem Peninha, repórter do Jornal A Patada. Entende-se por pragmática do jornalismo um conjunto de ações dessa pratica profissional que reúne tarefas que vão desde a construção de pautas para confecção de notícias ate os seus processos de edição e recepção pelo público leitor. Também servem de base para esta leitura alguns fundamentos das teorias do jornalismo, sob um olhar semiótico elementar de linha peirceana. Nessa ótica, é possível vislumbrar Peninha como um simulacro de uma visão caricata de jornalista, que não se ajustava aos padrões massificados, muito em voga dos anos 70 a 90. E sua performance desleixada criou uma identidade de negação da rotina do dia-a-dia do fazer jornalístico naquele contexto.

Além das sessões de comunicações orais, o evento também teve conferencias internacionais, exposições e alguns cosplays.

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