{"id":972,"date":"2025-10-23T14:14:06","date_gmt":"2025-10-23T17:14:06","guid":{"rendered":"https:\/\/litoral.ufpr.br\/geografia\/?page_id=972"},"modified":"2025-10-23T14:14:06","modified_gmt":"2025-10-23T17:14:06","slug":"labgeo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/litoral.ufpr.br\/geografia\/labgeo\/","title":{"rendered":"LABGEO"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Laborat\u00f3rio de Geografia (LabGeo): Laborat\u00f3rio de Educa\u00e7\u00f5es, Pesquisas e Extens\u00f5es em Movimento no Ensino de Geografia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Coordenador \u2013 Antonio Marcio Haliski<\/p>\n\n\n\n<p>Vice-coordenador \u2013 Paulo Gaspar Graziola Junior<\/p>\n\n\n\n<p>Equipe &#8211; *todos da Ligeo<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o:<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O laborat\u00f3rio de Geografia tem como fundamento a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extens\u00e3o, propiciando um significativo espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada para os estudantes da gradua\u00e7\u00e3o, p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o, docentes da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica (municipal, estadual, federal), movimentos sociais, associa\u00e7\u00f5es de moradores e demais institui\u00e7\u00f5es e coletivos que tenham como premissa uma educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica de qualidade e com justi\u00e7a social. Da mesma forma, deve ser um espa\u00e7o para a articula\u00e7\u00e3o entre gradua\u00e7\u00f5es, programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, de projetos de ensino, extens\u00e3o, pesquisa e demais campos de estudo para a inicia\u00e7\u00e3o e\/ou amadurecimento cient\u00edfico dos envolvidos, relacionados ao(s) territ\u00f3rio(s) da a\u00e7\u00e3o. O fundamente te\u00f3rico -metodol\u00f3gico \u00e9 da investiga\u00e7\u00e3o-a\u00e7\u00e3o participativa. Assim, a extens\u00e3o pode ser reconhecida como um instrumento de inter-rela\u00e7\u00e3o da universidade com a sociedade, um espa\u00e7o de democratiza\u00e7\u00e3o do conhecimento acad\u00eamico, de di\u00e1logos de saberes, proporcionando uma intera\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica e de pr\u00e1xis com m\u00faltiplas possibilidades para transforma\u00e7\u00e3o da sociedade, da escola e da pr\u00f3pria universidade p\u00fablica, seja na gradua\u00e7\u00e3o ou na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Como resultado, o laborat\u00f3rio constitui-se em um espa\u00e7o para elabora\u00e7\u00e3o de materiais did\u00e1ticos e paradid\u00e1ticos, de metodologias e pr\u00e1ticas de ensino-aprendizagem, de forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada para discentes e docentes, para oferta de oficinas e cursos, de discuss\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas vinculadas ao ensino e \u00e0s licenciaturas, ou seja, um espa\u00e7o de discuss\u00e3o, elabora\u00e7\u00e3o e proposi\u00e7\u00e3o de assuntos, temas e materiais voltados ao ensino, pesquisa e extens\u00e3o, tendo como respaldo o Projeto Pol\u00edtico de Curso da Licenciatura em Geografia e o Projeto Pol\u00edtico Pedag\u00f3gico do Setor Litoral.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Objetivo Geral:<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Propiciar um espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada para os estudantes da gradua\u00e7\u00e3o, p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o, docentes da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica (municipal, estadual, federal), movimentos sociais, associa\u00e7\u00f5es de moradores, demais institui\u00e7\u00f5es e coletivos que tenham como premissa uma educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica de qualidade e com justi\u00e7a social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Objetivos Espec\u00edficos:<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; desenvolver materiais did\u00e1ticos e paradid\u00e1ticos; &#8211; ofertar cursos de forma\u00e7\u00e3o docente e de trabalhos com e em comunidades; &#8211; realizar a\u00e7\u00f5es extensionistas e projetos em comunidades; &#8211; analisar pol\u00edticas p\u00fablicas relacionadas \u00e0s licenciaturas e as escolas p\u00fablicas; &#8211; discutir e propor metodologias de ensino-aprendizagem em Geografia;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Justificativa:<br><\/strong>O curso de licenciatura em Geografia tem como objetivo formar o licenciado com autonomia intelectual, consci\u00eancia pol\u00edtica, pensamento cr\u00edtico e criativo voltado \u00e0 justi\u00e7a social e que tenha como princ\u00edpios de atua\u00e7\u00e3o o respeito \u00e0s diferen\u00e7as, a solidariedade, o senso cr\u00edtico, as propostas populares de transforma\u00e7\u00e3o social, os di\u00e1logos de saberes, a supera\u00e7\u00e3o das formas de opress\u00e3o, a fim de que possa investigar, pensar e propor processos educativos sobre fen\u00f4menos territorialmente relevantes na perspectiva do bem viver. \u00c9 nesse sentido que a cria\u00e7\u00e3o de um laborat\u00f3rio de Geografia, enquanto ideias e pr\u00e1ticas, visa possibilitar a\u00e7\u00f5es articuladas em redes de sujeitos, coletivos, projetos e institui\u00e7\u00f5es que tenham como prop\u00f3sito a melhoria das institui\u00e7\u00f5es de ensino, pr\u00e1ticas de ensino-aprendizagem, desenvolvimento de projetos e outras formas de a\u00e7\u00f5es que resultem na qualidade da escola p\u00fablica, desde a universidade. Soma-se a isso a recomenda\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC), no processo de reconhecimento do curso (2022), para a sua cria\u00e7\u00e3o. O espa\u00e7o das a\u00e7\u00f5es j\u00e1 existe (sala 36A), bem como uma s\u00e9rie de oficinas, forma\u00e7\u00f5es, projetos, entre outros, que tamb\u00e9m j\u00e1 est\u00e3o sendo ofertados e que se somar\u00e3o a esta proposta, como \u00e9 o caso do Pibid &#8211; Programa Institucional de Bolsa de Inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 Doc\u00eancia, hoje ofertado em conjunto com a Licenciatura em Geografia de Curitiba (UFPR). Estamos nos referindo a necessidade de formaliza\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o, da amplia\u00e7\u00e3o de nossas a\u00e7\u00f5es e a certifica\u00e7\u00e3o das mesmas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Metodologia:<br><\/strong>O Projeto Pol\u00edtico de Curso (PPC) da licenciatura em Geografia possui uma ancoragem na Investiga\u00e7\u00e3o-a\u00e7\u00e3o-participativa (IAP), estando presente at\u00e9 mesmo em m\u00f3dulos como de Est\u00e1gio Obrigat\u00f3rio II. A IAP \u00e9 um m\u00e9todo de pesquisa social que tem o colombiano Orlando Fals Borda como principal refer\u00eancia te\u00f3rica. A partir das sistematiza\u00e7\u00f5es, elaboradas por Ander-Egg (1990), Fals Borda (1999; 2006) e Colmenares Escalona (2012), \u00e9 poss\u00edvel elencar algumas caracter\u00edsticas da IAP: rela\u00e7\u00e3o de horizontalidade e reciprocidade entre pesquisadores e atores sociais; seu objetivo deve partir dos atores sociais implicados na situa\u00e7\u00e3o-problema; compromisso com o povo e com a a\u00e7\u00e3o transformadora da sociedade; articula\u00e7\u00e3o entre pesquisa cient\u00edfica e a\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica; preocupa\u00e7\u00e3o com a objetividade cient\u00edfica e respeito \u00e0s formas cl\u00e1ssicas de pesquisa social; compromisso com o processo educativo. A operacionaliza\u00e7\u00e3o da IAP pode ser dividida em tr\u00eas fases: a fase diagn\u00f3stica, subdividida em etapas que v\u00e3o da identifica\u00e7\u00e3o dos interesses coletivos \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de um diagn\u00f3stico participativo; a fase da a\u00e7\u00e3o, que requer a execu\u00e7\u00e3o de um planejamento coletivo; e a fase avaliativa, constitu\u00edda pela reflex\u00e3o sobre a a\u00e7\u00e3o e sistematiza\u00e7\u00e3o dos seus resultados. Nesse sentido, entendemos que al\u00e9m da ader\u00eancia ao PPC, o laborat\u00f3rio permite uma rela\u00e7\u00e3o de di\u00e1logo de saberes e a cria\u00e7\u00e3o de propostas de a\u00e7\u00f5es, desde metodologias e materiais did\u00e1ticos, projetos, entre outros, que cumprem a fun\u00e7\u00e3o de horizontalidade de rela\u00e7\u00f5es sociedade-escola-universidade e seus prop\u00f3sitos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resultados Esperados:<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Oferta de cursos e oficinas de forma\u00e7\u00e3o discente e docente, com metodologias participativas e foco em pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas contextualizadas, promovendo o protagonismo dos sujeitos envolvidos e o fortalecimento da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Desenvolvimento colaborativo de materiais did\u00e1ticos e paradid\u00e1ticos, constru\u00eddos a partir de demandas reais das comunidades escolares, valorizando os saberes locais e promovendo a inclus\u00e3o de perspectivas socioterritoriais e culturais.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Elabora\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de extens\u00e3o em\/com comunidades, com base na investiga\u00e7\u00e3o-a\u00e7\u00e3o participativa, visando \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o social e \u00e0 articula\u00e7\u00e3o entre universidade, escola e sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Fortalecimento de redes e articula\u00e7\u00f5es entre a universidade e escolas da rede p\u00fablica de ensino b\u00e1sico, com foco na constru\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de di\u00e1logo, coopera\u00e7\u00e3o e troca de saberes entre docentes, discentes, movimentos sociais e lideran\u00e7as comunit\u00e1rias. &#8211; Amplia\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada para discentes da Licenciatura e docentes da rede p\u00fablica, com \u00eanfase em pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas cr\u00edticas, emancipadoras e territorializadas, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; desenvolvimento, elabora\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o entre projetos de ensino e pesquisa e extens\u00e3o, promovendo a indissociabilidade entre os pilares da universidade p\u00fablica e estimulando a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento comprometido com a realidade social.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Impacto direto na forma\u00e7\u00e3o discente, por meio da viv\u00eancia em contextos reais de atua\u00e7\u00e3o, que favorecem o desenvolvimento de compet\u00eancias profissionais, \u00e9ticas e pol\u00edticas, preparando futuros educadores para atuar com sensibilidade social e capacidade de interven\u00e7\u00e3o nos territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Sistematiza\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias extensionistas, por meio de publica\u00e7\u00f5es, oficinas, eventos e materiais educativos, contribuindo para o fortalecimento da cultura extensionista no Setor Litoral e na UFPR como um todo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Acompanhamento e Avalia\u00e7\u00e3o:<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tendo como fundamento nossa metodologia, todas as a\u00e7\u00f5es ser\u00e3o acompanhadas e reavaliadas sistematicamente e conforme a sua natureza. A\u00e7\u00f5es mais r\u00e1pidas e pontuais como a oferta de uma oficina sobre o uso do Google Earth em sala de aula s\u00e3o de curta dura\u00e7\u00e3o (em m\u00e9dia 4 horas) e ser\u00e3o avaliadas pontualmente enquanto organiza\u00e7\u00e3o e resultados, para exemplificar. No entanto, o conjunto de a\u00e7\u00f5es executadas (proposta do laborat\u00f3rio), ser\u00e1 avaliada semestralmente, respeitando o calend\u00e1rio acad\u00eamico e o planejamento para o semestre seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quanto ao Impacto e Transforma\u00e7\u00e3o Social:<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Concordamos com Carletto, Farago e Crisostino (2017) ao afirmarem que outros requisitos devem ser observados para compreender a responsabilidade social da universidade no enfrentamento da atual crise socioecon\u00f4mica, pol\u00edtica e ambiental, no sentido de contribuir com o desenvolvimento social do pa\u00eds, para al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de qualidade e a forma\u00e7\u00e3o de pesquisadores. Assim, nossa inser\u00e7\u00e3o social pode ser entendida como um est\u00edmulo para a amplia\u00e7\u00e3o e fortalecimento da rela\u00e7\u00e3o da universidade com a sociedade de forma efetiva e com isso questionar e mudar a realidade social, identificar suas demandas, buscar solu\u00e7\u00f5es e estabelecer v\u00ednculos com a extens\u00e3o universit\u00e1ria, a fim de tra\u00e7ar caminhos at\u00e9 a comunidade\/escola e com a comunidade\/escola. O projeto LabGeo promove a\u00e7\u00f5es que visam transformar a realidade educacional e territorial das comunidades envolvidas. A atua\u00e7\u00e3o junto \u00e0s escolas p\u00fablicas e movimentos sociais permite identificar demandas locais e construir solu\u00e7\u00f5es coletivas, fortalecendo o papel da universidade como agente de transforma\u00e7\u00e3o social. A produ\u00e7\u00e3o de materiais did\u00e1ticos contextualizados e a forma\u00e7\u00e3o continuada de docentes e discentes contribuem diretamente para a melhoria da qualidade da educa\u00e7\u00e3o e para o enfrentamento das desigualdades socioespaciais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quanto a Intera\u00e7\u00e3o Dial\u00f3gica:<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o em projetos e programas de extens\u00e3o universit\u00e1ria proporciona \u00e0s e aos estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, e aos demais envolvidos, uma possibilidade de reflex\u00e3o sobre sua atua\u00e7\u00e3o na participa\u00e7\u00e3o ativa na constru\u00e7\u00e3o de conhecimentos, m\u00e9todos e metodologias de ensino-aprendizagem. A inser\u00e7\u00e3o na realidade local (desde a escola) proporciona o exerc\u00edcio de seu papel social cr\u00edtico e fomentador de conhecimentos que dialogam e se integram ao contexto social, ambiental e econ\u00f4mico local, promovendo, para al\u00e9m do reconhecimento tamb\u00e9m a compreens\u00e3o, a proposi\u00e7\u00e3o e a a\u00e7\u00e3o das e dos participantes, bem como a identifica\u00e7\u00e3o e o comprometimento com a comunidade n\u00e3o acad\u00eamica. Algo complexo para se proporcionar em uma pesquisa, mas necess\u00e1rio considerando a urg\u00eancia de aproxima\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia-sociedade-governos. Todas as a\u00e7\u00f5es do projeto s\u00e3o pautadas na escuta ativa e na constru\u00e7\u00e3o coletiva do conhecimento. A rela\u00e7\u00e3o horizontal entre universidade e comunidade escolar \u00e9 garantida por metodologias participativas, como a investiga\u00e7\u00e3o-a\u00e7\u00e3o, que valorizam os saberes locais e promovem o protagonismo dos sujeitos envolvidos. Essa intera\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica fortalece v\u00ednculos e promove pr\u00e1ticas educativas mais significativas e contextualizadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quanto a Interdisciplinaridade\/Interprofissionalidade:<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A interdisciplinaridade \u00e9 um requisito b\u00e1sico para qualquer projeto de extens\u00e3o, mas entendendo nossas contribui\u00e7\u00f5es e di\u00e1logos pela disciplinaridade, objetos e categorias anal\u00edticas. Nesse sentido, a ci\u00eancia geogr\u00e1fica nos mostra a import\u00e2ncia do trabalho articulado com as demais ci\u00eancias para a compreens\u00e3o das distintas realidades socioecon\u00f4micas e ambientais do nosso planeta, os desafios contempor\u00e2neos e ao mesmo tempo as possibilidades para superarmos, dentre outras coisas, a crise civilizat\u00f3ria que vivemos, por isso esta atua\u00e7\u00e3o interdisciplinar carece e resulta dessa interprofissionalidade evidenciando distintas contribui\u00e7\u00f5es, articula\u00e7\u00f5es e possibilidades de trabalhos com\/em conjunto. Poder\u00edamos exemplificar esta situa\u00e7\u00e3o a partir da ideia do Laborat\u00f3rio, tendo uma situa\u00e7\u00e3o como a an\u00e1lise de solos. Aqui vamos ter desde a estrutura qu\u00edmica, f\u00edsica, biol\u00f3gica, de distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e mesmo de seguran\u00e7a alimentar se inferirmos que o n\u00e3o cuidado com este elemento natural leva a baixa produtividade e assim por diante. O projeto articula saberes da Geografia com outras \u00e1reas como Educa\u00e7\u00e3o, Sociologia, Ci\u00eancias Ambientais e Pol\u00edticas P\u00fablicas. As oficinas e a\u00e7\u00f5es extensionistas envolvem m\u00faltiplos profissionais e campos do conhecimento, promovendo uma abordagem integrada dos problemas territoriais e educacionais. Essa articula\u00e7\u00e3o permite compreender e intervir de forma mais eficaz nas realidades complexas das comunidades atendidas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quanto a Indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extens\u00e3o:<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Historicamente no Brasil a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extens\u00e3o tem orientado a qualidade da educa\u00e7\u00e3o superior e o conhecimento \u00e9 o sustentador dessa rela\u00e7\u00e3o, em particular foi essa premissa que mobilizou a sociedade civil e a base sindical e associativa da educa\u00e7\u00e3o superior na ocasi\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira, em 1988 (FORPROEX, 2012). Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma forte cren\u00e7a t\u00e1cita e universalmente aceita que essa indissociabilidade \u00e9 um valor na educa\u00e7\u00e3o superior. Apesar da Lei Constitucional (Brasil, 1988), artigo 207, ter sido escrita com a inten\u00e7\u00e3o que essa indissociabilidade aconte\u00e7a, na pr\u00e1tica ficou a cargo das Institui\u00e7\u00f5es universit\u00e1rias fazer acontecer essa imbrica\u00e7\u00e3o. A princ\u00edpio essa indissociabilidade n\u00e3o existe sem a presen\u00e7a do outro, o princ\u00edpio deixa de existir como um todo quando se dissocia e, conforme Morin (1999 apud Tauchen, 2010 p. 50) \u201ca organiza\u00e7\u00e3o desse \u2018todo\u2019 produz emerg\u00eancias, isto \u00e9, certo n\u00famero de qualidades irredut\u00edveis a das partes isoladas\u201d. Por\u00e9m, as universidades brasileiras n\u00e3o t\u00eam aprofundado o impacto epistemol\u00f3gico nos processos de ensinar e aprender da express\u00e3o \u201cindissociabilidade\u201d e nem \u00e0queles processos que transcendem a epistemologia e que tem mais proximidade com o compromisso p\u00fablico e social. Para tal mudan\u00e7a de postura \u00e9 necess\u00e1rio se realizar uma ruptura epistemol\u00f3gica e pedag\u00f3gica nos processos da universidade. Nesse sentido, ao pensar extens\u00e3o, esta tem que estar em sintonia e alicer\u00e7ada no Plano de Desenvolvimento Institucional de cada Institui\u00e7\u00e3o de Ensino Superior e em conformidade com os objetivos da Pol\u00edtica Nacional de Extens\u00e3o Universit\u00e1ria (RENEX, 2012), em que a indissociabilidade entre ensino-pesquisa-extens\u00e3o \u00e9 mais do que uma formalidade institu\u00edda. A indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extens\u00e3o tem que se manifestar na abertura de um significativo espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o para os estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e de p\u00f3s-graduandos, assim como para a forma\u00e7\u00e3o continuada para membros da comunidade externa as universidades. Da mesma forma, deve ser um espa\u00e7o para a articula\u00e7\u00e3o entre programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, de projetos de pesquisa e campos de estudo para a inicia\u00e7\u00e3o e\/ou amadurecimento cient\u00edfico dos envolvidos, relacionados ao territ\u00f3rio de atua\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o. Assim, a extens\u00e3o pode ser reconhecida como um instrumento de inter-rela\u00e7\u00e3o da universidade com a sociedade, um espa\u00e7o de democratiza\u00e7\u00e3o do conhecimento acad\u00eamico e de troca de saberes, proporcionando uma intera\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica que propicia m\u00faltiplas possibilidades para transforma\u00e7\u00e3o da sociedade e da pr\u00f3pria universidade p\u00fablica, seja na gradua\u00e7\u00e3o ou na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. O LabGeo \u00e9 concebido como um espa\u00e7o de converg\u00eancia entre Ensino, Pesquisa e Extens\u00e3o. As atividades desenvolvidas pelos discentes nos est\u00e1gios, nas disciplinas e nos projetos de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica s\u00e3o diretamente conectadas \u00e0s a\u00e7\u00f5es extensionistas. Essa integra\u00e7\u00e3o fortalece a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, promove a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento aplicado e amplia o compromisso social da universidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quanto ao impacto na forma\u00e7\u00e3o discente:<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As contribui\u00e7\u00f5es no que se refere \u00e0 extens\u00e3o dentro das institui\u00e7\u00f5es de ensino s\u00e3o diversas, mas notadamente Paulo Freire nos deixou uma das principais. Isso se deu em raz\u00e3o dos apontamentos sobre a import\u00e2ncia da comunica\u00e7\u00e3o e do di\u00e1logo constante para que o extensionista n\u00e3o seja somente um repassador de informa\u00e7\u00f5es a ponto de negar os saberes dos outros (Freire, 2006). Isso demanda uma boa forma\u00e7\u00e3o do extensionista para que possa construir coletivamente o conhecimento junto com seus interlocutores. Nesse sentido, entendemos que o discente ao adotar os princ\u00edpios da extens\u00e3o ter\u00e1 subs\u00eddios para compreender que a escola sempre estar\u00e1 inserida em um contexto socioeconomico que demanda aten\u00e7\u00e3o e ir\u00e1 ter condi\u00e7\u00f5es enquanto futuro docente para construir desde um projeto Pol\u00edtico Pedag\u00f3gico que represente de fato a sua escola e sua comunidade escolar, at\u00e9 o desenvolvimento de metodologia e materiais did\u00e1ticos adequados \u00e0s distintas realidades. A participa\u00e7\u00e3o dos estudantes no LabGeo proporciona uma forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, \u00e9tica e comprometida com a transforma\u00e7\u00e3o social. Ao vivenciarem pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas em contextos reais, os discentes desenvolvem compet\u00eancias para atuar como educadores sens\u00edveis \u00e0s demandas territoriais e sociais. A extens\u00e3o universit\u00e1ria, nesse sentido, deixa de ser uma atividade complementar e passa a ser um eixo estruturante da forma\u00e7\u00e3o docente, contribuindo para a constru\u00e7\u00e3o de projetos pedag\u00f3gicos contextualizados e para o desenvolvimento de metodologias que dialogam com as realidades das comunidades escolares.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bibliografia:<br><\/strong>ANDER-EGG, E. (1990). Repensando la Investigaci\u00f3n\u2013Acci\u00f3n\u2013Participativa:comentarios, cr\u00edticas y sugerencias. Vitoria-Gasteiz: Servicio Central de Publicaciones del Gobierno Vasco. Colmenares Escalona, A. M. (2012). Investigaci\u00f3n-acci\u00f3n participativa: una metodolog\u00eda integradora del conocimiento y la acci\u00f3n. Voces y Silencios. 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